Odeio dietas! Definitivamente não são coisa de Deus. E olha que este é um assunto que eu posso falar de cadeira! Acho que não tem uma dieta que eu não tenha testado sem sucesso. Da lua: check! Proteínas: check! Beverly hills: check! South beach: check, check!

Não foram só dietas, acho que já tomei, com exceção daquela injeção nova na barriga, todas as medicaçoes “milagrosas” para o assunto. Lembro na adolescência, as noites insones, o mau humor e a  boca seca. Tudo para estar linda no verão! Um verão, esse era o tempo máximo que duravam os resultados. Claro que eu nunca passava por isso sozinha, sempre tinha uma maluca que embarcava na onda. E quando a gente via, lá estávamos nós, olhos injetados, boca seca, reclamando, sem conseguir dormir sobre: “a ditadura da imagem da mídia!”

Pois é, cansei. Chega de efeitos colaterais e dietas malucas! Chega de correr para o banheiro depois do xenical!! Este ano eu decidi que a onda do verão vai ser reeducação alimentar.

Primeiro passo: me matriculei no Vigilantes do Peso mais próximo! Afinal, todos têm uma história de alguém que emagreceu para. sempre no Vigilantes do Peso. E eu acredito. Só acho que eles deveriam contratar alguém de peso (sem trocadilhos) para cuidar do seu marketing. Vigilantes do Peso é o nome  mais feio que uma organização pode ter. Chega a ser contra-producente. Não consegui prestar atenção em uma palavra da primeira reunião,  imaginando um grupo de gordos, segurando lanternas, e dando uma “dura”em supermercados e padarias.

Os Vigilantes, melhor chamar assim, é um mundo novo. Tipo Orwell, sabe? Um mundo onde se gritam bordões como: Faça seu estoque de sucesso! Em primeiro lugar: você! Use seus pontos flex! Confesso que eu até curto um autoritarismozinho, afinal, né, eu sou milica! Mas juro que o brilho no olhar de alguns daqueles gordinhos me dá arrepios. Quase um Resbollah da gordura!

Enfim… Cá estou eu, nesse exato momento, contando minhas calorias. Ou melhor, controlando os meus pontos do sucesso. Afinal, eu em primeiro lugar, né? Mas no fundo no fundo, eu fico pensando aqui com meus botões estufados: que inferno a ditadura de imagem da mídia!

 

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