Um dos objetivo desse blog era o de ser um blog de viagens, mas sinceramente o objetivo não tem sido cumprido. Não por falta de viagens, afinal, nós homens e mulheres do mar viajamos muito. Muito mesmo. O problema não é falta de viagens. O problema é : viajamos sempre  para os mesmos lugares. Um blog com destinos repetidos decididamente não seria divertido. Bem, a não ser por uma coisa: nós marujos viajamos para lugares exóticos. Paris? Não… Buenos Aires? Nada disso!

Você conhece Ladário? Pois é, praticamente ninguém conhece. É uma cidade incrustada em um dos Mato Grossos, nunca sei qual deles. Fica colada em Corumbá, o que também não faz a menor diferença uma vez que ninguém conhece Corumbá.

Enfim, pense em uma cidade onde o cinema mais próximo fica há cerca de uma hora de voo (só tem um por dia!) ou a sete horas de ônibus? Pois é… você já está começando a conhecer Ladário.

Ficha técnica:

1) Atracões turísticas: hum…. quando eu lembrar eu conto!

2) Mascote: A barata de ladário, ser mitológico que lembra a barata que conhecemos, sendo porém, coberta de pelos. Quando adulta pode atingir o tamanho de um animal doméstico de pequeno porte. Juro!

3) Clima: varia de quente a muito quente. Dizem os locais que existe inverno em Ladário, mas sinceramente eu nunca vi.

4) Passeios: a Bolívia. A Bolivia é a maneira local de chamar a cidade da fronteira, onde se pode, como se diz em marujês, “comprar uns goods”. Na Bolívia, existem dois “shoppings” (tudo beeem entre aspas, é claro): shopping china e shopping chão. No “shopping china” é possível  comprar goods a preços intermediários entre Brasil e EUA, tendendo ultimamente mais para o primeiro. No “shopping chão”, bem, no “shopping chão” é possível comprar absolutamente de um tudo. Incluindo provavelmente drogas e armas. Mas eu não aconselho.

5) Prato típico da região: Isca de jacaré. Evitem! Cometi a ousadia há dois anos e até hoje sofro as consequências..

Esta semana eu estou em Ladário e certamente, contrariando toda lógica, vou a Bolívia comprar goods, vou comer coisas suspeitas, fugir de baratas gigantes e morrer de calor! E no fim do dia, ver o rio Paraguai belíssimo, e curtir a hospitalidade dos meus amigos ladarenses (ou ladáricos?). Gente super dez como a Leone, a Fernanda, a Hamana. Gente boa demais que te oferece casa, carro, e especialmente o ar condicionado. Tudo no maior amor! Essas sim, são as coisas boas do nosso Brasilzão!

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