Tenho que confessar uma coisa, eu adoro natal. E não só adoro, amo! E não amo só o natal, amo TUDO sobre o natal. Amo as lojas enfeitadas mesmo que já em novembro, amo a árvore de natal da lagoa, amo amo.

Alguns vão dizer, “ah mas você nasceu no natal”! Juro que não tem nada a ver. Até porque, eu odeio aniversários, pelo menos os meus. Parece contradição? E é.

Eu amo natal, amo amigo oculto, decorar a sala do trabalho, o saara bombando, os shoppings lotados. Amo rabanada, amo panetone, amo nozes e cerejas. Amo muito, muito mesmo. Acho que, além dos comerciantes, só tem uma pessoa que ama natal mais do que eu: a minha mãe.

Talvez seja culpa dela que eu ame tanto os natais, afinal lá em casa, eles sempre foram muuuuito beeeem comemorados. Casa cheia de primos, disquinho de histórias na vitrola. Uma semana inteira fazendo biscoitos na mesa da sala. E a cereja do bolo: o sapatinho. Parecia milagre, mas independente de quantas crianças tivessem na casa, toda a manhã do dia 25 os sapatinhos acordavam misteriosamente cheios de doces e presentes. Juro!

Me chamem de retardada, mas confesso que isso acontece até hoje. Não sei como, ou com que poderes secretos mágicos maternos, mas mesmo morando em casas e às vezes até em cidades separadas meu sapato amanhece todo natal recheado.

Minha filha também ama natais, mesmo que os dela não sejam metade tão bem organizados como os da minha infância. Dificil fazer milagre com metade da competência. Mesmo assim, decoramos a árvores juntas, mandamos cartinhas para o papai noel. Os biscoitos? Bem, quem conhece meus dotes culinários, pode imaginar que eles não são grande coisa, mas a pequena, uma sobrevivente, gosta deles mesmo assim.

E os sapatinhos? Os sapatinhos continuam, completamente independente de qualquer ação minha, aparecendo cheios toda a manhã do dia 25. Impreterivelmente. Impecáveis. Segredo de mãe, não sei. Só sei que esse ano, junto com a cartinha colorida da Gabi, vou colocar, por via das dúvidas, o meu bilhete: “Querido Papai Noel, sei que ando meio ausente, não nos falamos há um tempo. Mas esse ano vou fazer um pedido: faça que um dia, qualquer dia, minha filha tenha uma mãe ao menos um terço tão boa quanto a minha.”

 

 

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